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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Estação Congonhas da linha 17-Ouro pode ter acesso ao aeroporto

O Metrô de São Paulo planeja construir um acesso dentro do saguão do aeroporto de Congonhas (zona sul), para ligá-lo a uma futura estação Congonhas da linha 17 - Ouro, que será feita em forma de monotrilho e será erguida no entorno.


De acordo com a reportagem da Folha, o acesso, que poderia ser subterrâneo ou elevado, poderá ser entregue parcialmente até 2014. O plano foi informado ontem pela Infraero ao Conpresp (conselho municipal de patrimônio histórico).


A localização exata da estação ainda será definida. Inicialmente, ela ficaria na avenida Washington Luís, em frente a Congonhas, mas o conselho vetou. O conselho discute se tomba algumas construções do aeroporto, o que obrigaria a Infraero a submeter ao órgão qualquer intervenção.


No último sábado o governador Geraldo Alckmin assinou o contrato para inicio da construção da linha 17 - Ouro que vai ter aproximadamente 18 quilômetros de extensão e 18 estações: Jabaquara, Hospital Sabóia, Cidade Leonor, Vila Babilônia, Vila Paulista, Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan, Morumbi, Panamby, Paraisópolis, Américo Mourano, Estádio do Morumbi e São Paulo-Morumbi.


O primeiro trecho a ser entregue à população, com 7,7 quilômetros de extensão, será entre o aeroporto de Congonhas e a Estação Morumbi da Linha 9-Esmeralda da CPTM (Osasco-Grajaú), atendendo à concentração da rede hoteleira na região.


Na sequência, a linha será conectada à Linha 5-Lilás do Metrô, na Estação Água Espraiada, em meados de 2014. O trecho entre a estação Morumbi, da Linha 9-Esmeralda (CPTM) até a estação São Paulo-Morumbi da Linha 4-Amarela, passando pelo bairro de Paraisópolis, tem previsão para operar a partir de 2015. 



Renato Lobo é Técnico em Transporte Sobre Pneus e Transito Urbano.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Governo vai assinar no próximo sábado o contrato da linha 17 - Ouro do Metrô

Será assinado neste sábado, dia 30 de julho, o contrato da Linha 17 do Metrô. Serão 17,7 km de extensão e 18 estações. o Governo destaca a importância do ramal já que vai aumentar ainda mais a integração da rede com quatro conexões: com Linha 1, lá na estação Jabaquara, que é a Norte-Sul do Metrô; com a Linha 5, que é a Lilás, na estação Água Espraiada; com a Linha 4, que é a Amarela, na estação São Paulo/Morumbi, além da Linha 9 da CPTM na estação Morumbi.


 A previsão é ter já em 2014, a Linha 17 em funcionamento, ligando o Aeroporto de Congonhas até a estação Morumbi da CPTM. Essa ligação do aeroporto com o sistema de metrô e trens é muito importante para melhorar o acesso à cidade, facilitar a vida dos turistas, enfim, é assim em toda a grande metrópole do mundo, a ligação do aeroporto com o sistema de trem e de metrô, afirmou o Governador Geraldo Alckmin em entrevista.


Renato Lobo é Técnico em Transporte Sobre Pneus e Transito Urbano.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Enquanto o Monotrilho do Morumbi causa polêmica, o da Zona Leste valoriza os bairros

Quando se fala em Monotrilho, logo alguns (muitos) urbanistas levantam a questão do poluição visual em que este tipo de modal pode trazer. Com esse visual, nós paulistas de pronto lembramos do minhocão, e quão degradado é a Avenida São João, já que esta via abriga o elevado que só transporta os barulhentos e fedorentos carros. 


Mas, segundo a reportagem do Estadão, não é isso que está acontecendo, ou pelo menos o que vai acontecer com os bairros que estão recebendo os novos monotrilhos: Em construção entre a Vila Prudente e Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, deve fazer que imóveis no entorno das futuras estações se valorizem, exatamente o contrário do esperado para construções vizinhas ao metrô leve que vai cruzar parte do Morumbi, na zona oeste. 


Comerciantes do trecho de 2,9 km da Avenida Professor Luiz Ignácio Anhaia Mello, que desde 2009 passa por obras de construção do ramal, 58 pilares de concreto já foram erguidos, esperam incrementar o movimento. “É positivo para a região, que está se valorizando”, diz Paulo Silas Pedroso, de 60 anos, dono de uma loja de brinquedos na via.
Para Pompeia, da Embraesp, como a área é carente de transporte coletivo de qualidade, a inauguração da linha deve fazer o preço de imóveis a até 1 km das estações crescer de 20% a 30%. “É uma obra muito importante. Só lamento que seja monotrilho, que leva menos gente. Deveria ser metrô.”


A reportagem do Estadão constatou que imobiliárias já usam a linha para atrair compradores para grandes prédios residenciais que estão sendo inaugurados no entorno da futura Estação Oratório. A dona de casa Sofia Lopes, de 36 anos, mora perto dali e vê boas perspectivas. “Vou poder usar menos o carro para ir ao centro.”


Segundo o Metrô, o trecho inicial terá duas estações (Vila Prudente e Oratório) e estará pronto em 2013. No entanto, a linha só ficará completa, com 24,5 km e 17 estações, em 2016. Há dois anos, o prazo para a conclusão dela era 2012, mas a primeira licitação fracassou, afetando a entrega.
Quando a linha de R$ 4,6 bilhões chegar a Cidade Tiradentes, transportará 500 mil pessoas por dia útil em 54 trens para até mil passageiros cada um, metade de uma composição de metrô.


Mas no Morumbi...


No caso da Linha 17-Ouro do Metrô, um monotrilho que ligará a partir de 2015 as estações Jabaquara, na Linha 1-Azul, e São Paulo-Morumbi, na 4-Amarela, a desvalorização pode ocorrer devido à estrutura elevada por onde passarão as composições. “Vai criar uma cicatriz no Morumbi, com impacto negativo na maioria dos imóveis próximos. É uma área residencial de alto padrão. Geralmente, quem vive lá não usa transporte público”, diz o diretor da Embraesp, Luiz Paulo Pompeia.


Morador da região há 12 anos – e com planos de se mudar –, o presidente da Sociedade dos Amigos da Vila Inah (Saviah), Sílvio Teixeira Junior, de 53 anos, afirma que o preço de sua residência caiu bastante apenas com o anúncio da construção da linha. “Minha casa, de R$ 1,8 milhão, eu não consigo vender por R$ 700 mil.” A associação que preside tentou barrar a construção da via com uma liminar, que foi derrubada na Justiça no início deste mês. Ele diz que imobiliárias têm se recusado a tentar vender imóveis que estejam no entorno de onde o elevado deverá passar.


Renato Lobo é Técnico em Transporte Sobre Pneus e Transito Urbano.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

TJ derruba liminar que impedia construção da linha 17-Ouro do Metrô

O Tribunal de Justiça de São Paulo acaba de derrubar uma liminar que impedia o início das obras da Linha 17-Ouro do Metrô.


A Sociedade dos Amigos de Vila Inah (Saviah) que fez a ação, diz que o projeto da linha que ligará por monotrilho o Aeroporto de Congonhas à região do Morumbi não tinha estudos de impacto ambiental e na vizinhança, nem traçado detalhado. Na verdade os moradores temiam a degradação do bairro, pelos elevados que correm o monotrilho.


Ontem, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que com a derrubada da liminar o contrato com a empresa vencedora da licitação seria imediatamente assinado e as obras começariam em seguida, porque a concorrência já foi feita. A previsão de conclusão é para junho de 2014, conforme adiantou nosso portal.


Serão 17,9 quilômetros de extensão, entre a Estação Jabaquara da linha 1-Azul e a futura São Paulo-Morumbi da Linha 4-Amarela. As composições vão circular a uma altura de 15 metros. São previstos 4 carros por composição num primeiro momento, e depois com as integrações as linhas 5- lilás e 9 -esmeralda, a linha deve ter trens de 6 carros.



Renato Lobo é Técnico em Transporte Sobre Pneus e Transito Urbano.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Alckmin espera iniciar Linha 17 - Ouro do Metrô amanhã

Amanhã o Tribunal de Justiça decide sobre a liminar que impede o início da construção da Linha 17-Ouro do Metrô. De acordo com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assim que for derrubada a liminar o contrato será imediatamente assinado, porque a concorrência já foi feita. A Sociedade dos Amigos de Vila Inah (Saviah) entrou com  o pedido de liminar contra o projeto, alegando que ele não tem estudos de impacto ambiental e na vizinhança, nem seu traçado detalhado. Na verdade os moradores dos bairros têm medo de que as avenidas que vão receber o monotrilho se degradem já que o modal corre em via elevada. O Metrô recorreu, mas em março a Justiça manteve a proibição. A construção da Linha 17 está parada desde dezembro impedindo a assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação.


A declaração de Alckmin foi dada hoje, durante a vistoria das obras de modernização da Estação Pinheiros da Linha 9-Esmeralda da CPTM, para adequação à integração da linha 4 amarela. 


A linha 17-Ouro ligará a linha 1 - azul na estação Jabaquara, o Aeroporto de Congonhas à região do Morumbi, integrando também com as linhas 9 - esmeralda, 5 - lilas e 4 - amarela.


Queremos saber a sua opinião: "Você acha que os monotrilhos vão degradar o entorno das avenidas que vão ter este tipo de modal?" Vote no blog do lado direito, logo abaixo de "Ultimas notícias".



Renato Lobo é Técnico em Transporte Sobre Pneus e Transito Urbano.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Metrô deve derrubar liminar que barra linha 17-Ouro

O Metrô de São Paulo deve derrubar na Justiça a liminar que suspendeu temporariamente a assinatura do contrato para a construção da futura Linha 17-Ouro. A decisão será tomada no próximo dia 30, quando acontece a sessão da Câmara Reservada de Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Dois desembargadores votaram a favor de parte do recurso da Companhia do Metropolitano. O terceiro juiz pediu vista para analisar melhor o pedido.


No recurso apresentado ao TJ paulista, o Metrô pede a suspensão da liminar dada pelo juiz Luis Manuel Fonseca Pires, da 3ª Vara da Fazenda Pública. A medida cautelar impede a assinatura do contrato que dará início às obras. O Consórcio Monotrilho Integração, formado pela empresas Scomi, Andrade Gutierrez, CR Almeida e Montagens e Projetos Especiais, foi o vencedor da concorrência internacional. O gasto com a construção é estimado em R$ 2,5 bilhões.
A Associação Sociedade dos Amigos de Vila Inah (Saviah) entrou com ação contra o projeto da nova linha alegando que a obra fere as leis de meio ambiente. A entidade argumenta que o contrato não pode ser assinado antes da aprovação da licença ambiental e que a construção causará um enorme impacto na paisagem urbana da cidade.


Conheça a linha 17-Ouro


A nova Linha 17-Ouro do Metrô será construída em via elevada (sistema monotrilho) e passará pelas avenidas Água Espraiada, Washington Luiz, Marginal Pinheiros, Perimetral Sul (em implantação pela Prefeitura) e Jorge João Saad, passando pela favela de Paraisópolis. No total, a linha terá 17,9 km de extensão e 18 estações.
O primeiro trecho, previsto para 2014, ligará o aeroporto de Congonhas à Estação Morumbi, da Linha 9-Esmeralda da CPTM, atendendo à zona hoteleira situada na região da Berrini. O Metrô diz que quando estiver concluída, a linha oferecerá dois serviços: um itinerário ligará as estações Congonhas e Brooklin, na Linha 17-Ouro, e o outro as estações Jabaquara (Linha 1-Azul) a São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela).






O Metrô destaca ainda a conectividade da futura linha, que possibilitará integração com as com as linhas 1-Azul (Estação Jabaquara), 5-Lilás (Estação Água Espraiada), 4-Amarela (Estação São Paulo-Morumbi) do Metrô e com a Linha 9-Esmeralda da CPTM (Estação Morumbi).
O governo diz que optou por implantar a linha com sistema monotrilho por ser mais barato e mais rápido que o sistema de metrô convencional. A redução de custos se daria principalmente pela menor necessidade de desapropriações, já que será uma via elevada. As composições vão circular a uma altura de 15 metros e passar por bairros nobres, como Brooklin, Granja Julieta, Campo Belo e Morumbi.


Corredor Verde


O órgão ainda argumenta que o projeto prevê um “corredor verde” sob a linha, com trabalho paisagístico. Haverá enterramento das fiações aéreas e nova iluminação por onde passar o elevado do monotrilho. Para o governo paulista, as intervenções criarão uma paisagem moderna para a cidade. A licença ambiental prévia da linha 17-Ouro foi aprovada pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades).
A Saviah contesta e afirma que a obra numa linha elevada vai gerar enorme impacto ambiental e urbanístico e que as experiências com vias elevadas na capital paulista foram um desastre. A entidade alega ainda que o metrô não montou o projeto como manda a lei que obriga a criação de uma planta básica (rascunho) e um projeto executivo (detalhamento da obra). No lugar disso, sustenta a Saviah, o governo optou pelo sistema de execução direta integral.


Com as informações de Conjur

terça-feira, 14 de junho de 2011

Metrô SP começa a desapropriar casas para Linha 17

Apesar de todo o projeto ainda estar parado na Justiça, o Metrô começou a desapropriar os terrenos para a construção da futura Linha 17-Ouro - monotrilho que vai ligar o Aeroporto de Congonhas à região do Morumbi. Inicialmente, foram declarados de utilidade pública 65 imóveis nos bairros da Saúde e do Campo Belo, ambos localizados na zona sul da cidade.


O primeiro dos três decretos previstos para a desapropriação de imóveis foi publicado na edição de sábado do Diário Oficial do Estado. O texto prevê a utilização de uma área de aproximadamente 21,3 mil quilômetros quadrados - o equivalente a três campos de futebol se estivessem juntos.


O chamado monotrilho do Morumbi terá 17,9 quilômetros de extensão, entre a Estação Jabaquara (Linha 1-Azul) e a futura São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela). As composições vão circular a uma altura de 15 metros e passar por bairros nobres, como Brooklin, Granja Julieta, Campo Belo e Morumbi.


Segundo informações do cadastro municipal, 39 dos imóveis desapropriados são residências, oito são estabelecimentos comerciais e outros 18, terrenos. Praticamente todos estão em áreas nobres, como o entroncamento das avenidas Jornalista Roberto Marinho e Chucri Zaidan (Brooklin), a Avenida Vereador José Diniz (Campo Belo) e a Rua Bartolomeu Feio (Itaim-Bibi).
Tudo pronto. O projeto para a futura Linha 17-Ouro está parado na Justiça - liminar impede a assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação. Mas o Metrô mantém em andamento o restante do processo da obra, como licenciamento ambiental e, agora, a desapropriação dos primeiros imóveis. "A impressão é de que eles têm certeza de que a liminar vai cair e por isso estão deixando tudo pronto, mas acreditamos que a Justiça vai manter as decisões anteriores, porque o projeto apresenta diversas falhas", diz Sílvio Teixeira Júnior, presidente da Sociedade dos Amigos de Vila Inah (Saviah), entidade que obteve a liminar judicial.


Com as informações de Estadão

sábado, 11 de junho de 2011

Top 5 dos transportes coletivos: fatos que marcaram esta semana

Ônibus da Interbus perde o controle e cai na via da linha 10-Turquesa da CPTM. 18 pessoas ficam feridas. O maquinista Ednalvo Delmiro da Silva conseguiu frear o trem evitando uma tragédia.
O Metrô entregou nesta semana os dois primeiros trens modernizados, K01 e K07, na sexta feira. Mas as composições ainda não rodam no pico. Até o final do ano cerca de 12 composições reformadas vão integrar à frota do Metrô e até 2014 todos os 98 trens das linhas 1 e 3 vão estar repaginados.

Prefeitura de SP vai leiloar 35 trólebus e mais 4 ônibus Híbridos convertidos que eram trólebus. Estes veículos foram reformados entre 1996 e 1998. Na capital e no ABC rodam ônibus idênticos a estes, sem maiores problemas. Estranho...

O Metrô conseguiu a primeira licença prévia ambiental para a construção da Linha 17-Ouro, concedida pelo CADES, porem com 55 exigências para minimizar o impacto urbanístico no traçado da obra, dentre elas, construção de parques, ciclovias e preservações de espécies de pássaros. Nada mais justo!

Começou a operar com passageiros o trólebus articulado convertido 8150, que rodava antigamente na versão diesel. O protótipo roda na linha 285 que liga o Terminal São Mateus, zona leste de São Paulo ao Terminal Ferrazópolis em São bernardo do Campo, no corredor exclusivo para ônibus e trólebus



Renato Lobo é Técnico em Transporte Sobre Pneus e Transito Urbano.

Linha 17 pode ter obras iniciadas. Metrô espera parecer favorável sobre processo judicial

Na próxima semana podemos ter novidades em relação a linha 17 ouro. O Metrô espera para a semana que vem um parecer favorável sobre o processo judicial envolvendo a construção deste monotrilho que vai ligar a linha 1-Azul, o Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e a região do Morumbi. "O desembargador deve dar essa análise na semana que vem e se Deus quiser haverá compreensão. Há muita gente que quer e há aqueles que não querem. Todos têm de ser respeitados", contou Jurandir Fernandes, secretário de Transportes Metropolitanos.


A construção da obra está impedida devido a uma liminar obtida pela Sociedade dos Amigos de Vila Inah (Saviah), que entrou na Justiça com uma ação civil pública alegando falta de licença ambiental e projeto básico. "Queremos o monotrilho pronto para maio de 2014 (Copa do Mundo). Agora, se nós não conseguirmos assinar o contrato até julho deste ano, aí nós só conseguiremos começar a obra em dezembro, janeiro (de 2012), aí não dá mais tempo", desabafou Jurandir.


O presidente do Metrô, Sérgio Avelleda explicou que a Linha 17 não será construída pensando apenas da demanda do Estádio do Morumbi, e sim por uma ligação "ferroviária" com o aeroporto, comum em várias cidades do mundo, porem inexistente em São Paulo: "Ela terá capacidade de 50 mil passageiros por hora/sentido", lembra Avelleda. Na quarta-feira, o Metrô obteve a primeira licença ambiental para a construção, mas o Cades, ligado à Secretaria do Verde e Meio Ambiente, fez 55 exigências para liberar outras duas licenças ambientais necessárias.


Especialistas em transporte e Urbanistas se dividem na questão do Monotrilho. Uns temem que as avenidas que vão receber a obra correm o risco de se degradarem, já que a linha corre em via elevada. Outros dizem ainda que a linha não carrega o mesmo que uma ligação tradicional de Metrô, o que é uma verdade. Monotrilhos transportem no máximo 50 mil pessoas por hora/sentido, como bem disse acima Sérgio Avelleda, mesmo carregamento que um BRT implantado corretamente. O Metrô explica que o monotrilho é mais barato que o metrô tradicional e que sua implantação é mais simples, já que parte da estrutura que abriga o modal já vêm pré-moldada.



Renato Lobo é Técnico em Transporte Sobre Pneus e Transito Urbano.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

CADES aprova licença para a Linha 17-Ouro do Metrô, mas com 55 exigências

O Metrô de São Paulo informou que o Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CADES) aprovou hoje (8) a licença prévia ambiental para a construção da futura Linha 17-Ouro. No entanto o órgão impôs uma lista de 55 exigências para liberar a implantação do empreendimento. Se o Metrô não cumprir as recomendações, não poderá obter as licenças seguintes, necessárias para viabilizar a obra.


Algumas das exigências são:


- Cumprir integralmente as diretrizes definidas pela CPPU (Comissão de Proteção à Paisagem Urbana), como implantar ciclovias, parques lineares e outros tipos de áreas verdes sob os elevados, enterrar as redes de energia elétrica, criar passeios públicos com largura adequada à acessibilidade dos pedestres e instalar estruturas que causem o menor impacto possível à paisagem;


- Apresentar Requerimento de Consulta Prévia para os projetos complementares de prolongamento da avenida Perimetral e canalização do Córrego Antonico, reformulação da praça Roberto Gomes Pedrosa, implantação de novo viário entre as estações Panamby e Paraisópolis, subestação primária, instalação dos reservatórios de contenção de água (piscinões);






- Demonstrar em estudo que os índices de confiabilidade do Sistema "Modal Monotrilho - VLP" a ser implantado são aceitáveis no que concerne à manutenção, eficiência/ falhas de operação, sistema econômico-financeiro sustentável, tomando-se como parâmetros a utilização do sistema em similares em funcionamento no âmbito internacional;


- Apresentar um estudo de demanda demonstrando que a previsão de demanda máxima para os anos de 2014, 2030 e 2060 é suficiente para atender os níveis de conforto de passageiros de metrô (pessoas de pé por m2);


- Apresentar o Estudo de Viabilidade de Implantação de ciclovia na região do empreendimento, conforme prevê a lei municipal nº 14.266/2007, decreto municipal nº 34.854/95, que regulamenta a lei municipal nº 10.907/90, referente aos locais para estacionamento de bicicletas, bicicletários e paraciclos com parte da infraestrutura de apoio a esse modal de transporte;


- Elaborar em conjunto com a Secretaria Municipal de Transportes e Secretaria de Transportes Metropolitanos estudo para a otimização e integração da rede estrutural de transporte público, considerando a inserção da linha 17-ouro e a sobreposição dos modais existentes e planejados na região;


- Apresentar estudo (detalhando os locais de avistamento, hábitos alimentares observados, presença de ninhos, entre outras características relevantes) sobre as populações do diopsittaca nobilis avistado na Área de Influência Direta e que se encontra criticamente em perigo de extinção;






A nova linha do Metrô vai operar em sistema monotrilho e passará pelas avenidas Água Espraiada, Washington Luiz, Marginal Pinheiros, Perimetral Sul (em implantação pela Prefeitura) e Jorge João Saad, atendendo também à comunidade de Paraisópolis. No total, a linha terá 17,9 quilômetros de extensão e 18 estações.
O primeiro trecho, previsto para 2014, oferecerá ligação entre Congonhas e a Estação Morumbi, da Linha 9-Esmeralda da CPTM, e  fará integração com as estações Jabaquara (Linha 1-Azul), Água Espraiada (Linha 5-Lilás) e quando concluída integrará a estação São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela).


A implantação pelo monotrilho é mais barata e muito mais rápida do que a do sistema de metrô convencional, entretanto carrega um número menor de passageiros, equivalente a um BRT .



Renato Lobo é Técnico em Transporte Sobre Pneus e Transito Urbano.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Ações na justiça atrapalham obra de Metrô que beneficiará população de Paraisópolis

A Linha 17 - Ouro do Metrô, que integrará a estação Jabaquara na linha 1-azul, o Aeroporto de Congonhas, a estação Morumbi da linha 9-esmeralda da CPTM e a estação São Paulo-Morumbi da linha 4-amarela, poderá não ficar pronta até a Copa do Mundo. Em entrevista a rádio Jovem Pan, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, explicou que ações na justiça podem atrasar início das obras previsto para julho. “Nós estamos com o dinheiro locado, tanto o recurso do PAC quanto do governo do Estado e do BNDES. O projeto já está pronto, a licitação feita e um consórcio vencedor, porém, não podemos fazer pois existe uma liminar suspendendo”.


A expectativa é começar o projeto em julho, com término previsto em 42 meses. Com base nessa previsão, o monotrilho não estará pronto antes da Copa do Mundo de 2014. Embora o estádio do Morumbi não irá sediar jogos da Copa, a ligação do aeroporto de Congonhas com a CPTM é considerada importante para a rede metropolitana de trens e hotéis da região.


Estas ações na justiça são de moradores do Morumbi que não querem o monotrilho por uma questão paisagística, entretanto a obra deve beneficiar muito mais pessoas na região Paraisópolis. Só para se ter uma noção do benefício da linha, quando a linha estiver pronta, quem mora na região poderá chegar à Praça da Sé em 36 minutos ou ao Hospital das Clínicas em apenas 20 minutos. 


Para revelar todas as vantagens que a Linha 17-Ouro irá proporcionar, o presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, visitou novamente Paraisópolis no último final de semana. Na sexta-feira e sábado últimos, os moradores que compareceram ao CEU Paraisópolis e à EE Governador Miguel Arraes puderam conferir em detalhe o projeto da obra.


Fonte: Metrô




Durante as reuniões, Avelleda apresentou o traçado da nova linha, falou sobre as características do sistema monotrilho, ouviu comentários de moradores e respondeu a diversas perguntas. O presidente do Metrô salientou que é preciso desmistificar o sistema de monotrilho. “Tudo que é novo gera dúvidas, mas esse sistema atenderá adequadamente a demanda prevista e terá a mesma qualidade de serviço de metrô convencional, com baixa emissão de poluentes e ruídos, excelente desempenho operacional, confiabilidade e regularidade”, salientou.


Sérgio Avelleda também fez questão de esclarecer que nenhuma desapropriação terá que ser feita na comunidade em razão das obras da Linha 17 e que o risco de impacto nas moradias é mínimo, porque não haverá escavação nenhuma para a construção da linha."Nesta região, não serão necessárias desapropriações para a execução desta obra. O traçado da linha acompanhará o leito da Avenida Perimetral, projeto que está sendo executado pela Prefeitura. Portanto, todas as desapropriações necessárias acontecerão em função da construção da avenida. Se não construíssemos o metrô por aqui, elas ocorreriam da mesma maneira", explicou.


Para Valdemir Marcondes Luz, da União em Defesa da Moradia de Paraisópolis, a iniciativa do Metrô em apresentar e discutir o projeto com a comunidade é louvável e não deixará dúvidas sobre a importância dessa obra. Para ele, a construção da linha irá revolucionar o transporte público na região. “Temos que defender este projeto com todas as nossas energias, porque ele trará inúmeros benefícios para todos os moradores da nossa região”, ressaltou.


No total, a Linha 17-Ouro terá 19 estações, sendo quatro com integração ao sistema metroferroviário. Serão implantados 17,9 quilômetros de vias operacionais e outros 6,8 quilômetros de vias de estacionamento, manobra e manutenção.



Renato Lobo é Técnico em Transporte Sobre Pneus e Transito Urbano.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Metrô escolhe consórcio que fará linha 17-Ouro

O Metrô de São Paulo selecionou a proposta do Consórcio Monotrilho Integração, vencedora da licitação internacional para projeto, fabricação , fornecimento e implantação de um sistema de monotrilho em São Paulo. A notícia foi publicada nesta quinta-feira (2) no Diário Oficial de São Paulo.


A Linha 17 - Ouro terá 17 km de extensão e 18 estações entre a estação Jabaquara da Linha 1 - Azul, passando pelo Aeroporto de Congonhas e ligando-se à estação São Paulo-Morumbi da linha 4 - Amarela. A obra ainda depende de solução para ações em trâmite no Ministério Público Estadual e no Tribunal de Justiça, feita por moradores do Morumbi que alegam que a obra vai interferir no aspecto paisagistico do bairro 


Cinco consórcios participavam da concorrência e apenas dois foram habilitados. O Integração venceu pelo critério de menor preço. Agora o vencedor da licitação terá de apresentar mais documentos antes de a escolha ser homologada.


O Monotrilho Integração é formado pelas construtoras Andrade Gutierrez, CR Almeida, Scomi Engineering (Malásia) e MPE.


Segundo a Scomi, o contrato é de 2,6 bilhões de ringgits (moeda malaia), que, com base na cotação do dólar, equivalem a aproximadamente US$ 860 milhões. O consórcio será responsável pelo design, manufatura, fornecimento e implantação do sistema.


A expectativa é começar o projeto em julho, com término previsto em 42 meses. Com base nessa previsão, o monotrilho não estará pronto antes da Copa do Mundo de 2014. Segundo a empresa malaia, o sistema deverá transportar 252 mil passageiros diariamente.


Fonte: G1

domingo, 24 de abril de 2011

SP só vai ter uma rede de Metrô decente em 2020, diz especialista


Mesmo com obras de expansão, especialistas apontam que o ritmo de crescimento do Metrô de SP ainda é tímido. Leia a reportagem que foi publicado na UOL:


Os longos anos de falta de investimento no Metrô de São Paulo não vão permitir que seja deixado um legado nesse tipo de transporte para a população até a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Segundo Telmo Giolito Porto, professor de ferrovias da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, o panorama mais otimista é que a demanda pelo metrô seja atendida somente a partir de 2020.
“Se imaginarmos o horizonte de 2020, São Paulo terá seu transporte equacionado porque o metrô hoje tem 70 quilômetros de malha. Se forem construídos mais 100 quilômetros, o que é perfeitamente possível, ficaremos com 170 quilômetros. Somando-se aos 260 quilômetros da CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos], tem-se uma malha de 430 quilômetros, o que é muito razoável para São Paulo”, disse o professor, em entrevista à Agência Brasil.
A falta de legado no transporte de metrô para a Copa também é citada por José Geraldo Baião, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô (Aeamesp) e por Ciro Moraes dos Santos, diretor de Comunicação e Imprensa do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e também operador de trem.

“Já está degradado agora, imagina com uma população gravitacional durante os eventos das Olimpíadas e da Copa do Mundo, colocando mais 4 milhões ou 5 milhões de pessoas de fora da cidade para andar no sistema”, disse Santos. Hoje, segundo a companhia do metrô, são transportadas 3,7 milhões de pessoas diariamente nas cinco linhas existentes (uma delas, a amarela, com apenas três estações e funcionando em horário especial). A previsão da companhia é que esse número chegue a 5 milhões de usuários por dia em 2014.

Segundo Santos, para atender os cerca de 20 milhões de moradores da região metropolitana de São Paulo, o metrô deveria ter, pelo menos, 200 quilômetros de extensão. Hoje, segundo a própria companhia, o metrô tem 70,6 quilômetros de extensão e 61 estações. A previsão para 2014 é que chegue a 80 quilômetros de extensão, atendendo a 72 estações.
De acordo com o sindicalista, o metrô de São Paulo não consegue hoje atender à demanda porque passou anos sem investimento. “A negligência dos gestores públicos do estado e do país nos deixaram numa condição de defasagem muito grande”, disse Santos.

A Companhia do Metropolitano informou que São Paulo constrói atualmente 1,9 quilômetros de metrô por ano, semelhante a Paris, na França, mas abaixo de Santiago, no Chile, que constrói 2,3 quilômetros anualmente. “O metrô de São Paulo começou tarde, em 1974, quando a cidade já tinha 6 milhões de habitantes. Hoje estamos implantando três linhas de metrô simultaneamente”, informou a companhia, em resposta à Agência Brasil.
“A taxa de crescimento anual do metrô por quilômetros de via caiu. Chegou a ser quase 2,5% e hoje estamos abaixo de 2%. Temos que retomar uma taxa de crescimento adequada de quilômetros por ano. Temos que ter no país uma visão de longo prazo”, defendeu Baião.
Para ele, ter uma extensão maior do metrô para atender ao aumento da demanda é algo que deveria ter sido pensado como parte de um projeto de infraestrutura a longo prazo para a cidade. E não para atender apenas a um evento pontual como a Copa do Mundo.
“No caso desses eventos que vão ocorrer, a Copa e as Olimpíadas, infelizmente não vamos conseguir deixar legado nessa área. Os sistemas de infraestrutura e de transporte do metrô são coisas que temos que fazer e cuidar permanentemente para atender à necessidade da população dessas cidades. E, assim, aquele evento pontual simplesmente seria atendido por essa infraestrutura”, disse Baião.

Segundo o presidente da Aeamesp, o ideal nas grandes cidades do país é que uma pessoa conseguisse chegar à rodoviária ou ao aeroporto, por exemplo, deslocando-se até o hotel ou a um restaurante utilizando o metrô como opção. Hoje, em São Paulo, ao desembarcar no Aeroporto de Congonhas, o transporte só é possível por meio de ônibus ou táxis.
“Isso é uma infraestrutura de que a cidade já deveria dispor e não porque vai ter uma Copa. Mas, infelizmente, não vamos deixar um bom legado nessa área porque não planejamos essas coisas mais atrás. O que vai ocorrer, a curto prazo, são soluções paliativas que não resolverão os problemas de mobilidade das pessoas e que estão mais concentradas em corredores de ônibus”, afirmou o presidente da Aeamesp, citando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana, que prevê investimentos principalmente para sistemas de ônibus.

Para a Copa do Mundo, o metrô afirma que a previsão é que sejam concluídas obras nas linhas 2-verde, 4-amarela, 5-lilás, 6-laranja e 17-ouro, além da Linha 15-branca e do VLT (veículo leve sobre trilhos) até a cidade de São Bernardo do Campo (SP). As novas estações previstas até a Copa do Mundo serão Luz, República, Pinheiros, Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, Fradique Coutinho, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia (linha amarela), Vila Prudente e Oratório (linha verde) e Adolfo Pinheiro (linha lilás). Para este ano, o orçamento previsto é de R$ 4,4 bilhões. Para os outros anos, o orçamento só será definido no segundo semestre deste ano.

Para o professor Porto, embora o metrô não seja suficiente para atender a toda a demanda da população até a Copa do Mundo, as obras que estão sendo realizadas pelo governo do estado vão ajudar a diminuir o problema. “Até a Copa, certamente não teremos a situação ideal, mas já teremos trechos para atender alguma coisa a mais. E o metrô não é o principal problema da Copa. Temos a questão das arenas, dos aeroportos, da hotelaria”, acrescentou.
Fonte: UOL

sexta-feira, 4 de março de 2011

Outro lado da moeda: Moradores de Paraisópolis querem Linha 17-Ouro

Representantes das comunidades de Paraisópolis, Jardim Colombo, Porto Seguro e Jardim Vitória Régia estiveram na tarde desta quarta-feira (2), no gabinete do secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, para manifestar apoio à implantação da Linha 17-Ouro.


Esta nova ligação metroviária, que ligará a Estação Jabaquara na linha 1-Azul, até a estação São Paulo-Morumbi na linha 4 Amarela, passando pelo aeroporto de Congonhas e a Linha 9 - esmeralda, vai operar com a técnologia de monotrilho, chamado de metrô-leve, o que causou repercussão negativa para moradores das imediações do traçado da futura linha. Estes moradores das áreas mais valorizadas do bairro têm organizado abaixo-assinados e reuniões contra o projeto, que, segundo eles, será o "novo Minhocão de São Paulo". Um condomínio do Morumbi entrou com uma representação em setembro de 2010 ao Ministério Público solicitando uma avaliação da linha e argumentando que ela poderia causar "degradação visual e sonora, ausência de privacidade, desvalorização imobiliária e aumento da criminalidade".






Ação Judicial



Em dezembro de 2010 uma liminar atendeu pedido da Associação Sociedade dos Amigos de Vila Inah, suspendendo a assinatura de contrato e consequente homologação da licitação para elaboração do projeto, fabricação , fornecimento e implantação da linha. A reclamação era da alteração da paisagem com a estrutura do monotrilho, que causaria desvalorização dos imóveis. Para a associação, o projeto feriria a lei federal de licitações por não ter incluídos licença ambiental e projeto básico de construção no processo.
É importante dizer que antes dessa degradação paisagística, que sem dúvidas deve ser levado em conta, a cidade de São Paulo já sofre com a degradação do trânsito e poluição do ar, que custam milhões por ano, além de vidas. Muito provavelmente estes moradores que lutam contra a linha não sofrem no transporte público, ainda mais nesta região que carece de investimentos no setor.